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obras

Diana Lobo

fichas técnicas das obras nas ruínas

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Yacunã Tuxá

 

Há memórias de nós na voz dos rios | “Itsoho neto do katsea mo me do wodzua“, 2022

Acrílica sobre tela.

70 x 50 cm [A x L x P]

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Yacunã Tuxá

 

Quadro

Acrílica sobre tela.

70 x 50 cm [A x L x P]

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Thásya Barbosa

 

Sabedoria ancestral, 2022

Caixa em acrílico; Impressão em papel de algodão Hahnemühle fosco de 308g/m2.

42  x 29,7 x 4 cm [A x L x P]

Thásya Barbosa

 

Sabedoria ancestral, 2022

Instalação

Talitha Rossi

 

Divisor de águas, 2022

Escultura têxtil bordada com pérolas de água doce, cristal de quartzo, conchas, espelhos e pedrarias variadas.

700 x 200 x 120 cm [A x L x P]

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Sofia Junqueira

 

Até a última gota , 2019 - 2022

Cerâmica queimada em alta temperatura, pregos, madeira paraju.

Dimensões variáveis.

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Sofia Junqueira

 

Água mole, pedra dura , 2019

Instalação com 35 peças de papelão artesanal, cerâmica esmaltada e fios de nylon. 

1,72 x 0,59 m [A x L]

Patricia Guerreiro

 

Sem título, 2020

Série Devoção
Concreto, arame farpado, ferro ambos com banho negro e gesso.

80 x 63 x 60 cm [A x L x P]

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Patricia Borges

 

Sem Passagem Para o Céu, 2022

Site-specific para o Parque das Ruinas

Cera, látex, tule e ferro.

320 x 100 x 70 cm [A x L x P]

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"A história dos espaços é também a história dos poderes. E, por extensão, sobre a confusão do público com o privado na intimidade do poder. Sobre a diferença entre fomentar a atividade artística como ação privada ou como preservação do patrimônio cultural. Encontrar ruínas Palladianas no seio dessa natureza mátria é refletir sobre a estrutura patriarcal do Brasil-colônia, onde oligarquias agrárias escravistas repetem as estruturas dos casarões de fazenda na urbe após a “independência”. No fim do século XIX, apesar das fachadas modernas em estilo neo-clássico importado, dos salões belle-époque, da literatura e modas européias, a maioria dos brasileiros - cidadãos libertos, migrantes e posseiros - vivia numa pobreza bárbara. O sistema de clientela e patronagem perpetuou valores elitistas, antidemocráticos e autoritários que persistem até hoje.

Ao ocuparmos os restos de uma residência histórica, vivenciamo-la como um espetáculo em vez de uma ameaça. O meu trabalho reforça o que vejo; com ele respondo aos elementos que me lembram a morte e a decadência, aos quais manifesto uma resistência silenciosa. A perda de confiança na capacidade de interferir nas transformações sociais e de comportamento, me levou à busca de certa opacidade diante do absurdo que caracteriza a própria realidade brasileira em relação ao aspecto social e econômico. Confundindo os códigos habituais de identificação, algo se insinua e nos liberta da presença óbvia das coisas já vistas. De alguma forma, vivemos como espectros neste mundo abandonado e sem sentido. A obra nasce e termina em uma zona invisível, como constituindo uma ferramenta de investigação interna. Culturalmente estamos habituados ao argumento da ligação “natural" entre a mulher e o lar.  Me interessa explorar a ideia de um ser estruturado pela esfera privada que acaba por incorporar-se à arquitetura doméstica.

Isentas às limitações temporais das personagens atravessando suas vidas, as paredes presenciam evoluções. Nelas rasgam-se largos pórticos e aberturas que deixam penetrar a flux, alma luz geradora. Nessa perspectiva, a construção da obra se dá com base na estrutura do lar que a limita e gera certo apagamento de anseios, das vontades e dos desejos femininos. Uma paisagem suave é elaborada usando a pele de Artemis. Penso na liberdade de elaborar outras formas para a vida, mais leves, macias e suaves. As forças que atuam sobre ela ativam sua membrana com a possibilidade de imaginar novas sensibilidades para si e para o mundo. Uma forma de habitar a própria pele e escapar ao peso da realidade.

A pele-látex é leve e maleável e está em mutação constante. Não encontra ponto de estabilização, mas pontos variados e cambiantes com base nos quais se atualiza na relação com as transformações do mundo. Com o tempo irá se desgastar e romper. Desmascarando as tecnologias de poder investidas em seu corpo. Este rompimento abre possibilidades para a produção da diferença. Outro de si, outra mulher em combate, que alia-se aos próprios movimentos e arrebenta tudo aquilo que a aprisiona."

 

Patricia Borges

Nica Buri

Entre o fogo e a faca 03, 2021

Série "A Faca que vos fala"

Fotografia digital.

Fotógrafo: Matheus Andrade

Produção: Cor e finalização por Nica Buri

100 x 75 x 0,2 cm [A x L x P]

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Nala Ayaba

 

Exusiático, 2022

Pintura digital feita sobre textura de papelão/papel pardo.

42 x 29,7 cm [A x L]

Nala Ayaba

 

Kem Manda, 2022

Pintura digital feita sobre textura de papelão/papel pardo.

42 x 29,7 cm [A x L]

Mitti Mendonça

 

Ouro em mim, Mitti Mendonça (São Leopoldo-RS, 1990), 2022

Impressão sobre voil e interveções com couro, crochê e pedrarias

210 x 75 cm [A x L]

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Mila Marques

 

Eu sou porque nós somos; 2022

Óleo sobre tela.

81 x 100 cm [A x L]

Mila Marques

 

Não entendi quando ela partiu. E, menos ainda porquê voltou; 2022

Óleo e pastel oleoso sobre tela.

31 x 21 cm [A x L]

Mila Marques

 

ceci n'est pas pour la consommation hétéropatriarcale; 2021

Acrílica sobre tela

31 x 28 cm [A x L]

Mila Marques

 

”É preciso vingar a história dessas mulheres”, 2022

Acrílica e spray sobre ráfia.

500 cm [L]

Marina Ryfer

 

Além, 2022

Roldana de madeira e ferro, mangueira corrugada, mangueira de led, mistura de cimento, espelho, madeira e acessórios elétricos.

Aprox. 800 x 120 x 120 cm [A x L x P]

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Marina Ribas

 

Sem título, 2022

Escultura totêmica em empilhamento; vaso cerâmico, tijolos brutos quebrados e espuma solidificada com cimento.

175 x 50 x 50 cm [A x L x P]

Marina Ribas

 

Sem título, 2022

Escultura totêmica em empilhamento; bloco de mármore travertino, tijolos brutos quebrados, coluna e espuma solidificada com cimento.

185 x 40 x 40 cm [A x L x P]

Marcela Crosman

 

PROCESSA, 2022

Montagem site-specific; Chapas de inox, recorte UV.

Dimensões variáveis

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Luiza Sarmento

 

Somente agora, 2022

Poesia.

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Lua Carvalho

 

Ancestral infinito, 2022

Poemocolagem em fotografia. Foto, poema em corte de papel e durex.

Dimensões variáveis

Kaya Agari

 

Grafismo Kurâ-Bakairi, 2022

Grafismo.

Dimensões variáveis

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Gabriella Marinho

 

Com o coração na mão, 2019

Áudioperformance.

5:17 min

Gabriella Marinho

 

Com o coração na mão, 2019

Fotoperformance; impressão em PVC.

190 x 149 cm [A x L x P]

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Gabriela Fero

 

Sem título, 2022

Óleo sobre lona

210 x 210 cm [A x L]

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Diana Lobo

 

Flâmula, 2022

Veludo, aço inox e ferragens de aterramento em cobre e estanho.

100 x 120 x 1 cm [A x L x P]

Camilla Rocha Campos

 

Título, 2022

Especificações

[A x L x P]

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Barbara Venosa

 

Par(t)ida, 2022

Poema.

Barbara Venosa

 

Par(t)ida, 2022

Argilas terracota, tabaco e creme.

Dimensões variadas

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Alice Gelli

 

Sem título, 2022

Série "Qual a ordem pro progresso?"

Alumínio e ferro.

400 x 400 cm [A x L]

read in English

Reunimos em Mátria ELAS: vinte e três artistas de origens distintas desse vasto solo brasileiro, cada uma com sua construção identitária e de gênero, afirmando múltiplas formas de ser ELA. Tais aspectos anunciam uma diversidade favorável  para compreensão curatorial dessa mostra que se apresenta como um manifesto feminista dialógico.

 

Exposição híbrida: virtual no site da Galeria Paralela e ocupação física no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, no Rio de Janeiro. O espaço empresta suas ruínas aos conceitos que precisamos extinguir enquanto sociedade, e proporciona como suporte expositivo suas colunas, vigas e vãos resilientes, para manifestar uma nova ordem que se contrapõe à realidade histórica, territorial e cultural que vivemos no Brasil.

 

Mátria é campo espiritual e intuitivo, abraça a natureza intrínseca à vida e evoca a arte para conduzir essa ação. É também miscigenação, terra natal e adotiva. Língua mãe, origem da origem com seus troncos e folhas que semeiam o ventre da terra fértil. Corpo laçado que não se curva apesar de aviltado, objetificado e animalizado. Matriz multiplicadora, que contém a memória ancestral e a latência de todas as possibilidades que estão por vir. Signo nacional curado, abençoado, talvez parido, mas de certo compartilhado. Transa têxtil transbordada, pincelada e recortada. Sobretudo, é livre, trans e infinita.

 

Com suas linguagens poéticas, a partir de uma perspectiva feminista, desconstruindo a visão normativa de pátria, o corpo de obras constrói uma geografia emocional que não se encerra no casarão em ruínas, mas continua com provocações reflexivas em cada um de nós, fincando assim uma nova bandeira em nossa Mátria.

 

 

 

Marina Ribas

aperte o play para ouvir o texto narrado
Êga Karib xunari, xina Kurâ-Bakairi itarum

artistas

Yacunã Tuxá

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Sandy Eduarda Santos Vieira, nasceu em 1993, em Pernambuco. Mas, Yacunã Tuxá só nasceu em 2019, quando a arte atravessou os fios da memória e os encantados me rebatizaram como “Filha da terra”.

Sou mulher indígena do povo Tuxá de Rodelas, na Bahia, cresci no sertão próxima das águas do Rio São Francisco. Sou de estatura mediana, cabelos pretos compridos, rosto de lua e um bom nariz. Levo comigo tatuagens de animais perigosos e folhagens. Às vezes, levo também na pele a pintura da minha gente de rio. Filha de mãe professora, pai agricultor. Caçula entre quatro irmãos. Sou neta de Vieira e Toinha, de Bezinha e Jonório. Sou bisneta da grande Maria Barroso, mulher destemida que levava consigo bons ventos de cura. Bisneta também do grande pajé Eduardo. Todos eles já encantaram e me guiam por esses caminhos.

No meu trabalho abordo a minha identidade com a força de tantas raízes. Sou uma mulher indígena que ama outras mulheres, que se relaciona afetivamente para ouvir histórias de avós, terreiros e roças férteis. Articulo diferentes linguagens criativas para dar conta da complexidade que é ser uma mulher originária. Pinto, ilustro, invento e também escrevo. A arte é a minha ferramenta de luta, a minha flecha. Busco com a minha arte caminhar por espaços antes inesperados para pessoas indígenas, busco despertar o olhar de gente desavisada que não conhece a própria história.

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Thásya Barbosa

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Thásya Barbosa, fotógrafa nascida no interior do Rio de Janeiro em Barra do Piraí. Mulher negra, estatura mediana, cabelo afro, filha de Lucia e Roberto. Atualmente vive em São Paulo. 

 

Por meio de suas obras participou de exposições nacionais e internacionais em espaços como Itaú Cultural, DriveThru.Art, Galeria de Arte Luis Maluf, G. Wickbold Studio, Brazil Foundation, ApArt, The 55 Project, POSTER Mostra, Mulheres Ocupam (projeto Nike). 

 

Mulher, negra, artista brasileira, Thásya usa sua voz para espalhar carinho, empatia e denúncia.

Talitha Rossi

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Talitha Rossi, nascida em Resende, 35 anos, mulher cisgênero, heteresexual, pele branca cabelo castanho longo, olhos castanhos amendoados, estatura mediana.

 

Artista visual, dedica-se a questões do ecofeminismo, modificação corporal, impacto das novas mídias na sociedade e na natureza das relações humanas. Performance, videoperformance, obras têxteis, poemínimos bordados sobre tecido, intervenção em cristais e criação de adornos, destacam-se como as principais linguagens na produção artística e aproximação de mundos.

 

Entre peles, tramas e fios, cria ritos experimentais de encantaria e empresta o próprio corpo para múltiplas personas estabelecerem conexões possíveis entre o corpo visível e suas forças do invisível. Nessas ações, critica a relação do ser humano com a exploração da natureza, dos corpos e das emoções das mulheres; que possuem raiz comum dentre as causas da destruição do meio ambiente e a desvalorização da mulher. A luta pelos direitos das mulheres também está relacionada com as reivindicações por um mundo mais sustentável. Em suas performances, deflragra o descaso com a grande Mãe Natureza e (auto)critica sua geração, propondo um chamado para as filhas da internet repensarem novos mundos possíveis: postar menos, plantar mais. Nas esculturas têxteis e objetos, borda sem sucumbir pela tentativa de docilização dos corpos, conecta-se com a força oriunda do feminino divino, especificamente voltado para a pesquisa sobre orixalidade e ancestralidade. Ao trançar fios exóticos e adorná-los com bordados de alta costura, busca torções com pensamentos sobre o cercamento dos corpos femininos costurados aos questionamentos sobre o uso do corpo da mulher. Insubmissão de si, estimula a insubmissão coletiva, um levante contra o patriarcado, para criar um legado para futuras gerações.

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Sofia Junqueira

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Sofia Junqueira nasceu em 1995, em Belo Horizonte. É formada em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG e integrou a curadoria artística do Instituto Inhotim. É branca de pele clara, estatura baixa, bissexual e de esquerda. A tensão entre a delicadeza e a força permeia seu trabalho plástico, que se vale ora da escultura, ora da performance e da fotografia para questionar o lugar dos objetos no mundo, perpassando pelo corpo ou pela gestualidade impressa por ele na matéria.

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Patricia Guerreiro

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Patricia Guerreiro habita esse mundo em um corpo de uma mulher branca, de cabelos e olhos castanhos, estatura de 1.70m. Nasceu, vive e trabalha no Rio de Janeiro.

A artista se interessa por pessoas, seus anseios, histórias e crenças. Indivíduos excluídos pela objetificação e violência que, enquanto seres humanos, impomos uns aos outros diariamente nos mais diversos campos, sejam físicos ou emocionais.

Sua obra aborda intervenções e interpelações no corpo que, através de limites, autorizações e obrigações, é afetado por diversos marcadores: etnia, ideologia, religião, gênero e classe social.

Em sua pesquisa escultórica, a artista utiliza o arame farpado tanto como traço gestual ou como elemento cerceador, quando materializa a domesticação e a normatização do corpo feminino moldado em cerâmicas ou cimentos em formas rígidas e maleáveis, evidenciando a estratégia de controle social e ideológico imposta a ele.

Instalações e esculturas podem ser observadas nessa exposição.

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Patricia Borges

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Patricia Borges tem 48 anos, é uma mulher baixa, magra, branca, cabelos e olhos claros. Usa óculos para ler, e não usa relógio.

 

Artista multimídia, vive e trabalha em Rio de Janeiro (RJ). Formada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-PR (1992-1999). Possui Graduação no -ACP- Australian Centre For Photography, Sydney Austrália (2002-2003). Estudou a Direção de Fotografia e Roteiro - AIC - Academia Internacional de Cinema, RJ, (2016-2017). Especialização em Arte Moderna e Contemporânea e Design - MoMA, NY / EUA (2021). Estudou Artes Visuais - EAV Parque Lage - Escola de Artes Visuais, RJ (2015-2021).

 

Borges é premiada nas bienais de arte de Florença e Roma. Seu trabalho tem sido amplamente publicado e faz parte de duas coleções de museus. 

As exposições mais recentes incluem o 228e Salon des Artistes Français, Grand Palais (2018), Tokyo Art Fair (2018), Luxembourg Art Fair (2019), Photo Israel (2019), Society of Scottish Artists Annual Exhibition (2019 e 2021), Copenhagen Photo Festival (2020), Artexpo NY (2021) e Fundação Ibere Camargo (2022).

 

A artista utiliza experiências do campo da arte e da arquitetura para construir uma relação sensível com a matéria. Suas obras desenham noções de tempo, isolamento, rigor e fragilidade. Frequentemente associado ao universo feminino. Nos últimos anos, tem utilizado exclusivamente materiais adquiridos pela internet para compor suas fotografias, instalações e objetos - muitos deles descartados após serem digitalizados, integrando uma pesquisa sobre a efemeridade.

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Nica Buri

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Nica Buri é uma artista de 25 anos, cega de um olho, mestiça, de pele marrom claro, cabelos ondulados castanho escuros, de boca e nariz grandes e um olho menor que o outro.

 

Nica Buri é uma artista verbivocovisual transmidiática. Sua pesquisa tem como base o mergulho na identidade e memória trans, pensando suas travessias e subjetividade através de uma poética que se propõe a estilhaçar a palavra/memória e a regurgitá-la,  o que resulta de seu trabalho materializa-se nas fraturas entre a opacidade e o que ainda se encontra na luz

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Nala Ayaba

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Nala Ayaba, também conhecida como Nala Black Trava, é multiartista com foco principal em arte visual e poética. Tem 1,83 m de altura, é negra de pele clara, de ascendência indígena perdida, tem cabelos ondulados com cachos abertos, monocelha, e olhos bem escuros. Tem lábios bem pigmentados, mas antes de tudo isso, chega primeiro que é Travesti; e tudo isso impacta diretamente sua produção.

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Mitti Mendonça

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Mitti Mendonça, nascida em 1990, em uma cidade de colonização alemã, São Leopoldo, Rio Grande do Sul. Mulher negra, alta, cabelos trançados, filha de Ilka Faria de Mendonça e Reni de Mendonça, vem de uma família de bordadeiras de carnaval.

 

É artista têxtil e ilustradora e usa como técnicas o bordado, a pintura, o desenho, a tapeçaria.

 

Em seu trabalho aborda questões de ancestralidade, de gênero, de afeto e de memória, com uma investigação em álbuns de família. Criou seu selo Mão Negra para fomentar questões contra-hegemônicas no universo das artes visuais. Atua no circuito de exposições no Brasil e no exterior, como Galeria Ecarta (RS), Museu de Arte do Rio Grande do Sul e Kunstmuseum Wolfsburg (Alemanha). Faz parte do coletivo Nacional Trovoa, articulação de artistas, curadoras e arte-educadoras racializadas e também atua como ilustradora freelancer colaborando com projetos e marcas.

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Mila Marques

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Mila Marques é magra, cabelo curto castanho escuro, olhos castanhos escuros, pele morena, bissexual, estatura mediana.

 

Artista-pesquisadora e curadora independente, 32 anos, nascida e criada em São Gonçalo, periferia do Rio de Janeiro. Em sua formação estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e com Daniela Labra. Além de ter integrado a Residência Artística em Teatro Performativo através do Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da UFF. 

 

Formou-se Cientista Social licenciada e pesquisadora CAPES/CNPQ na Universidade Federal Fluminense (UFF) e, atualmente cursa Pós-Graduação em Artes e Educação Contemporânea na UFT. Foi professora efetiva de Sociologia e Artes no Estado de Minas Gerais. Além de ter dado aula na escola livre de Arte Pública, (RJ 2021-2022). Suas experiências curatoriais envolveram escrever o texto curatorial para a coletiva Sororidade, SESC Niterói, (2021); a curadoria da coletiva Corpo-Território, Casa Bicho (2021) e a Coletiva Noix (1ª Mostra de Arte Periférica em Honório Gurgel), Parque Madureira, Rio de Janeiro.

 

Participou de Mostras e performances, entre as quais destacam-se o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (2014), Ração Social (2020), Festival do Minuto (2020), Encontro de Espaços Independentes (EEIART e ARTRIO 2020), Mostra de Performance Carnaval Impossível durante a Residência Artística da Despina (2022), Salão de Artes Degeneradas - (Atelier Sanitário 2022), Coletiva do Acervo do Dj Papagaio (Casa Bicho 2022), XXX Arte (Capiberibe 2022). Participou com a videoarte #RelatosMulheres do Seminário Uso Impróprio (2021), promovido pelo PPGCA-UFF.

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Marina Ryfer

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Marina Ryfer, nascida no Rio de janeiro, trinta e nove anos, mulher cisgênero, pele branca, cabelos loiros na altura dos ombros, olhos azuis e estatura mediana.

 

É arquiteta e uma artista visual que explora a luz como presença escultórica. Em seus trabalhos, se apropria da luz como matéria e a utiliza como parte de sua linguagem.

 

Costuma usar materiais comuns como cordas, lâmpadas, componentes elétricos, madeiras, espelhos e cimento para criar peças que dialogam com o ambiente. Sua prática mescla a fisicalidade da luminosidade com os efeitos sutis que a iluminação pode provocar nos espectadores.

É formada em administração de empresas pela PUC-Rio e em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Santa Úrsula.

 

Fez mestrado em engenharia civil na UFF e em 2014-2015 ministrou aulas de instalações elétricas prediais no curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Santa Úrsula.

 

Em 2015 abriu o escritório de Arquitetura - Maru Arquitetura - e atualmente divide seu tempo entre a arquitetura, aulas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e o estudo e desenvolvimento em arte contemporânea.

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Marina Ribas

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Marina Ribas, nascida no Rio de Janeiro, quarenta e quatro anos, mulher cisgênero, heterossexual, pele branca, cabelo castanho curto, olhos castanhos e estatura mediana.

 

É formada em design na Puc-Rio, seguida de longa trajetória na EAV com a orientação dos reconhecidos João Carlos Goldberg, Iole de Freitas, Fernando Cocchiarale, Anna Bella Geiger, Charles Watson e outros. 

 

A artista desenvolve uma pesquisa no campo da escultura e ocupações espaciais de apoio mútuo. Seja da obra com o espaço arquitetônico, seja entre as próprias partes da escultura. O equilíbrio, a resistência e a capacidade de suportar tensões são particularidades da linguagem do seu trabalho. O mármore, as hastes de metais, a espuma, troncos, materiais nobres e ordinários se contrapõem e revelam novas particularidades da matéria.

Marina fez duas exposições individuais com curadoria de Fábio Szwarcwald, ex presidente da EAV e atual diretor do MAM-Rio, com texto crítico de Ulisses Carrilho, curador da EAV; além de coletivas na Casa Carambola - onde já possuiu atelier e foi artista residente -, Casa França-Brasil, e Centro Cultural Correios.

Em 2020 participou de duas exposições coletivas: Buraco e O que resta?, ambas pela Galeria Paralela que idealizou.

 

"Em março de 2020, vi-me diante de um desafio: como apresentar novas obras no curso “Encontros e Reflexões”, da EAV, guiado por Iole de Freitas, que segue em formato online durante a pandemia? Com tal questionamento, criei uma galeria virtual e inseri registros dos meus trabalhos. Senti a necessidade da escala, da ambiência do espaço expositivo: um espaço que, durante a pandemia, tornou-se restrito. Defrontar-se com as obras no formato “figital” – junção de “físico” com “digital” – tornou-se a oportunidade um novo futuro para a Galeria Paralela."

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Marcela Crosman

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Marcela Crosman é nascida no Rio de Janeiro, trinta e nove anos, mulher cisgênero, judia, pele branca, cabelo loiro escuro, olhos verde e estatura mediana.

 

Artista multimídia e Pesquisadora.

 

Seu interesse é em transitar por dinâmicas alternativas à nossa realidade datificada.

Seus objetos tridimensionais e instalações apresentam circuitos críticos e fluídos como escape das direções recomendadas por algoritmos, através de softwares digitais, ligas metálicas, imãs, silício e formas vetorizadas ela produz obras em colaboração criativa com sistemas de inteligência artificial.

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Luiza Sarmento

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Luiza Sarmento tem 41 anos, é cisgênero, heterossexual (até então). É longilínea, tem olhos amendoados e cabelos castanhos curtos. É jornalista de formação, publicitária de ocasião, mestranda em ciências da sustentabilidade por missão. Nas horas vagas é jardineira, poeta e ressignificadora do olhar. Transforma resíduos em novos objetos utilitários por se recusar a aceitar o conceito de lixo, que inexiste na natureza.

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Lua Carvalho

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Luana Carvalho, nascida em 1998, na cidade de Rio Bonito, interior do estado do Rio de Janeiro. Mulher negra, baixa, cabelos cacheados tingidos de ruivo, é a mais velha de três filhos de uma família majoritariamente matriarcal.

 

Seu principal trabalho se caracteriza pela junção do visual com a poesia, tendo a colagem como extensão da palavra. Nesse processo, é perceptível o diálogo de temáticas que fluem do seu íntimo e vivência ganhando forma através do uso de distintas ferramentas, manuseadas pela artista de forma inteiramente manual e autoral.

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Kaya Agari

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Ana Patricia Karuga Agari (1986), a Kaya Agari, nasceu em Cuiabá (MT). É estudante de Nutrição na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ativista pelos direitos indígenas e artista. Desde 2011, dedica-se à pintura e produz a partir de técnicas como óleo sobre tela até à pintura mural. Sua pesquisa visual é voltada à cultura dos Kurâ-Bakairi, que incorpora elementos materiais e imateriais para a criação de seus trabalhos. Os Kurâ-Bakairi ou Kura (que pode ser traduzido como “nossa memória” ou “nossa gente”), comumente chamados de Bakairi, habitam tradicionalmente Terras Indígenas Bakairi localizadas nos municípios de Paranatinga e Nobres, ambos em Mato Grosso.

Entre as principais fontes de inspiração de Agari estão os grafismos de seu povo. As pinturas corporais, chamadas Kywenu, são ensinadas pelos mais velhos: das mulheres às meninas e dos homens aos meninos. Há Kywenu exclusivos para mulheres, para homens e para crianças. De caráter geometrizante, esses desenhos de formas e de traços carregam significados que se distinguem entre si, designando papéis sociais distintos.

Agari também é co-organizadora do Instituto Yukamaniru de Apoio às Mulheres Indígenas Kurâ-Bakairi, criado em 2008 para incentivar o protagonismo e a inclusão social dessas mulheres. O instituto organiza e executa ações de fomento ao conhecimento da cultura, dos desenhos e das pinturas corporais das mulheres e dos jovens Kurâ-Bakairi. Agari, como promotora da salvaguarda desse conhecimento, organizou em 2015 a exposição Kur.-Bakairi: Yakuigady e Kywenu, no Museu de Arte de Mato Grosso, na qual apresentou telas produzidas pelas mulheres e pelas crianças da aldeia Bakairi, além de fotografias, de pinturas e de outros objetos produzidos por artistas desse povo. Kaya expôs na Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT) em 2010 e em 2013, participou da exposição ¡Mira! Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com itinerâncias pela Bolívia, Equador e Peru. Em 2017, integrou o grupo de pesquisa Visual Virtual, iniciativa Kurâ_Bakairi. Em 2020, participou da exposição coletiva Véxoa: Nós Sabemos, na Pinacoteca de São Paulo. Em 2021, um trabalho inédito de Agari está entre os selecionados para a reformulação do Museu de Arte de Rua, em São Paulo, com curadoria de Hélio Menezes.

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Kassia Borges

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Kassia Borges é da etnia Iny, é uma morena baixa média, cabelos longos e negros, olhos puxados como de uma indígena. Seu pai era um indígena Karajá Iny, sua mãe uma portuguesa, professora. É do signo de peixes e tem três filhos, dois netos e hoje se encontra com a idade de 60 anos. 

 

É artista, curadora, pesquisadora e professora. Possui graduação em Educação artística - Artes Plásticas pela UFU, (1987), mestrado em Artes Visuais na área de poéticas visuais UFRGS. (2003), com o título; Origem: um princípio a fundar; e Doutorado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade no Amazonas pela UFAM (AM) com a tese: As mulheres ceramistas do Mocambo: a arte de viver de artefatos ambientais. Pesquisa principalmente origem, Feminino e ancestralidade nas áreas: cerâmica, fotografia, desenho, instalação, meios mistos, escultura e vídeo. Hoje é Professora de tridimensional e cerâmica na Universidade Federal de Uberlândia MG e curadora do museu do índio na mesma instituição UFU.

 

Realizou duas residências artísticas em França, exposições e uma curadoria, além de lançar naquele país um livro de arte, em francês. Tem participado de salões e exposições como no Salão SARP- Ribeirão Preto - São Paulo, Salão da cidade de Porto Alegre -Porto Alegre – RS, Salão Victor Meireles- Florianópolis – SC, Premiação Salão CELG, Goiânia – GO, CCBB (Exposição- Vai e vem) São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte. Haus Der Kunst – Munique (Alemanha), MAM Rio, Instituto Moreira Sales – São Paulo, Casa de Cultura do Parque – São Paulo, Universidade Federal da Bahia. Seus trabalhos estão em algumas coleções como, Museu de Arte contemporânea de Goiânia, Pinacoteca - São Paulo, Secretaria de cultura de Goiás, Goiânia – GO, Cidade de Luneburg - Alemanha, La fraternelle – Saint Cloud – França. Tem feito curadorias no Brasil e exterior.

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Gabriella Marinho

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Gabriella Marinho é uma mulher negra retinta, de 1,70,m. Tem dreadlocks um pouco abaixo dos ombros, tenho olhos castanhos e sorriso largo. Tem 29 anos, pesa aproximadamente 65kg. Nasceu, mora e é criada em São Gonçalo, região metropolitana do estado do Rio de Janeiro. Trabalha com cerâmica, com fotoperformances, com áudioperformances, e diferentes desdobramentos do barro a partir de uma visão afrobrasileira. E está fazendo parte da exposição MÁTRIA. 

 

Artista plástica e Jornalista especializada em Literaturas Africanas pela UFRJ, Gabriella Marinho traz em seu processo criativo a relação da mulher negra enquanto corpo-potência.

 

A artista reflete sua existência a partir do espaço,

subjetividade e corporeidade, usando o barro como ponto de partida para tais experimentações. Seus trabalhos carregam cores e formas que fazem alusão a natureza e seus elementos primordiais traduzidos em linguagens como escultura, pintura, poesia, fotografia e audiovisual.

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Gabriela Fero

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Gabriela Fero, 1989. Cabelos pretos, olhos castanhos e estatura média. Nascida no interior de São Paulo e radicada no estado do Rio de Janeiro, cresceu entre a  petrolífera Macaé e a capital carioca. Mulher, pintora e militante comunista, desenvolve sua poética no trânsito dialético da hecatombe capitalista com a esperança revolucionária.

 

Artista brasileira. Radicada no estado do Rio de Janeiro, Gabriela Fero vive e trabalha entre Macaé e a capital carioca. Utilizando-se das teorias críticas, suas pinturas buscam apontar mecanismos da ideologia dominante através de abstrações reais. A expropriação de símbolos e signos pertencentes à indústria de petróleo e gás são relacionais à expansão e decadência de uma Macaé petrolífera e à crítica ao capital. Construindo uma poética de enfrentamento, Fero se utiliza da realidade material concreta da sociedade para a engrenagem do processo artístico, marcadamente atravessado pela representação de sujeitos reificados e o uso da violência defensiva como parte constitutiva do processo histórico. A artista transita, dialeticamente, entre ficção e materialidade, voltando elementos da ordem burguesa contra seus próprios referentes. Em 2019, participou da exposição coletiva, “Intersecções Poéticas”, expondo ao  lado de  artistas  como Anna Bella Geiger, sob  curadoria de  Fernando Cocchiarale e Patricia Toscano. Em 2020, foi uma das artistas finalistas do Premio Dasartes 2021, pela Revista Dasartes. Em 2021, participou das coletivas Meu Corpo Todo Sente (Casa Bicho, Rio de Janeiro) e Estéticas (Oasis, Rio de Janeiro). Neste ano, participa das exposições “Zil, Zil, Zil” no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro) e “Retratos” na Galeria Paralela (Rio de janeiro). Frequenta a Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde 2017.

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Diana Lobo

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Diana Lobo, nascida no Rio de Janeiro, 38 anos, mulher cisgênero, heterossexual, pele branca, cabelo castanho curto, olhos castanhos e estatura mediana.

 

Explora as fronteiras entre linguagens e artes visuais, buscando formas de tensionar a fisicalidade de uma ideia e de seus significados semânticos. Sua pesquisa se volta à busca da conciliação do texto escrito com a linguagem plástica, seja através do uso das palavras em poemas-objetos ou as incorporando de forma oculta, utilizando a poesia como ponto de partida para a criação. Outro campo de interesse são as maneiras pictóricas e formais nas quais a linguagem pode existir: os alfabetos, as letras, seus significados combinados com as suas formas ou contextos, e ainda, sistemas alternativos de escrita como Braille, partituras musicais e outros códigos humanos.

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Camilla Rocha Campos

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Artista, professora, curadora e escritora. Camilla Rocha Campos é codiretora do Instituto 0101 Art Platform, que promove experiências com a arte afro-diaspórica, e curadora da plataforma internacional de pesquisa EhChO. É membro do conselho de educação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e atuou por dois anos como coordenadora de Residência do MAM Rio. Com ampla atuação internacional, participou de residências artísticas, exposições e palestras na Saastamoinen Foundation (Helsinki), Lugar a Dudas (Cali), Tabacalera (Madri), Q21 Museums Quartier (Viena), UKS (Oslo), Bamboo Curtain Studio (Taipei), Arika (Glasgow), dentre outros. Atualmente, desenvolve sua pesquisa artística de PhD na Goldsmiths University of London.

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Barbara Venosa

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Barbara Venosa, carioca, 44 anos, é mulher-mãe, branca, heterossexual, cis-gênera, nascida no Rio de Janeiro. Possui olhos castanhos, cabelos longos avermelhados e baixa estatura.

 

É poeta visual e pesquisadora instigada pela força dos discursos e sua capacidade inerente de constituir realidade.. Sua pesquisa atual, na área de Estudos Sociodiscursivos, focaliza os impactos dos discursos dominantes articulados em narrativas de parto de mulheres brasileiras sob um eixo interseccional de gênero, raça e classe. O caráter interdisciplinar de seu campo de pesquisae se materializa em seu fazer artístico pela articulação entre os efeitos da palavra (dita ou escrita) e as propriedades intrínsecas dos materiais que lhes dão forma.

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Alice Gelli

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Alice Gelli, nascida no Rio de Janeiro, trinta e um anos, mulher cisgênero, bisexual, pele branca, cabelo castanho encaracolado, olhos castanhos e estatura baixa.

 

A artista costuma iniciar a sua produção através de dois caminhos: pela experimentação da matéria ou por um conceito antropológico. A natureza da sua fala é dual, fala sobre opostos, sobre extremos: o delicado resistente, a tensão leve, o silêncio eufórico. Uma característica recorrente nas obras da artista é a variedade de suportes e técnicas, percorrendo universos da instalação, escultura, videoarte, performance, dentre outros. A sua produção tem como característica processos mântricos, materiais ordinários e extrema atenção aos detalhes.

 

É graduada em Design Gráfico pela PUC-Rio e frequenta a escola de arte visuais, EAV no Parque Lage, onde mergulha em diversos acompanhamentos artísticos com mentores como Iole de Freitas, Mariana Manhães e Charles Watson. No momento, no Rio de Janeiro a artista está com a individual intitulada “Qual a ordem pro progresso?” no EMCB, Espaço movimento contemporâneo Cristina Burlamaqui, além da coletiva institucional no Centro Cultural dos Correios e em São Paulo, ela participa da exposição Corpo, Paisagem e Poesia na Nós Galeria. Em 2021 a artista, junto com a sua irmã, Gabi Gelli, participou de uma ocupação artística no Espaço cultural, Oasis, na qual propuseram uma costura coletiva com os transeuntes da Rua Bueno Aires, no centro do Rio, durante um mês.

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