a Galeria Paralela  

Hoje, defrontar-se com as obras no formato “figital” – junção de “físico” com “digital” – tornou-se uma realidade.

A Galeria Paralela nasce da oportunidade diante deste restrito cenário da pandemia. 

Tal experiência não é necessariamente uma novidade, visto que já a vivemos em parte quando navegamos em sites de museus. Contudo, a Paralela surge como diferencial de existir no mundo digital: o que vemos na tela é a simulação do que seria um registro fotográfico de uma exposição em espaço real. Fazemos a expografia e montagem em modo figital. Criamos a ambiência com planta-baixa e pé direito pré-definidos. A apresentação, todavia, se dá por variadas perspectivas. Uma vez montada a exposição, visamos uma tecnologia de navegação simplificada para não se sobrepor à própria obra exibida: simples e direta. 

 

As artistas ganham ao visualizar seus trabalhos de forma livre no digital: as escalas podem ser alteradas e muitas resolvem investir em outras dimensões nos seus trabalhos. Sendo uma galeria pensada e criada por uma artista, a intenção é minimizar custos e ampliar recursos. Além disso, direcionamos nossa curadoria apenas para artistas mulheres, através de exposições individuais ou coletivas.

A Galeria Paralela permite ao visitante reservar a obra; contudo, antes da conclusão da compra, recomendamos a visita ao atelier da artista, conectando-se com a obra fisicamente. A intenção é, mais do que viabilizar a venda da obra e sim aproximar artista, obra e espectador. E assim nos posicionamos, como uma ponte de relações: atuando em diversos formatos paralelos simultaneamente, dos quais emergem novas possibilidades e realizações do campo artístico.

As exposições terão a durabilidade de aproximadamente dois meses, seguidas de conversas com as artistas, visitas virtuais guiadas nos atelieres, papos com convidados, promovendo a interação com o público.

Matéria para a revista ELA, do jornal O Globo (por Lívia Breves)

19 de julho de 2020

  propósito  

Oferecer um espaço expositivo figital, para que Artistas mulheres  apresentem suas obras e reflexões sobre  arte.

  parceria  

A Paralela reconhece a importância dos diversos agentes culturais atuantes no mundo artístico em que vivemos.

Contamos especialmente com a colaboração, apoio e generosidade de:

Fabio Szwarcwald

Diretor Executivo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e colecionador.

Mariana Zonenschein

Advogada e sócia do escritório Asseff Zonenschein Advogados.

Foto: Bispo

  artista e idealizadora  

Marina Ribas, nasceu em 78 no Rio de Janeiro, cidade onde vive e trabalha. Formada em design na Puc-Rio, seguida de longa trajetória na EAV com a orientação dos reconhecidos João Carlos Goldberg, Iole de Freitas e Charles Watson.

A artista desenvolve uma pesquisa no campo da escultura e ocupações espaciais de apoio mútuo. Seja da obra com o espaço arquitetônico, seja entre as próprias partes da escultura. O equilíbrio, a resistência e a capacidade de suportar tensões são particularidades da linguagem do seu trabalho. O mármore, as hastes de metais, a espuma, troncos, materiais nobres e ordinários se contrapõem e revelam novas particularidades da matéria.

Marina fez duas exposições individuais com curadoria de Fábio Szwarcwald, ex presidente da EAV e atual diretor do MAM, com texto crítico de Ulisses Carrilho, curador da EAV; além de coletivas na Casa Carambola - onde possui atelier e segue como artista residente - e na Casa França-Brasil.

"Em março de 2020, vi-me diante de um desafio: como apresentar novas obras no curso “Encontros e Reflexões”, da EAV, guiado por Iole de Freitas, que segue em formato online durante a pandemia? Com tal questionamento, criei uma galeria virtual e inseri registros dos meus trabalhos. Senti a necessidade da escala, da ambiência do espaço expositivo: um espaço que, durante a pandemia, tornou-se restrito. Defrontar-se com as obras no formato “figital” – junção de “físico” com “digital” – tornou-se a oportunidade um novo futuro para a Galeria Paralela."

Nathalia Perico, nascida em 1993, é arquiteta graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Rio (2017). Foi bolsista premiada PIBIC (CNPq) pela pesquisa "Jogos Olímpicos e Transformações Urbanas no Rio de Janeiro", coordenada pela profª. Ana Luiza Nobre (2015 - 2017); integrou o coletivo de arquitetos ENTRE (2017 - 2019), através do qual colaborou na pesquisa e publicação de "8 Reações para o Depois" (2019), coordenada por Mariana Meneguetti e Ana Altberg. Também colaborou na publicação "Muros de Ar", do Pavilhão do Brasil na XVI Bienal de Arquitetura de Veneza (2018) e no livro "Espaço de Risco", de Otávio Leonidio (2017).

Atualmente atua como assistente de Marina Ribas e está em processo de conclusão do curso de Especialização em História da Arte e da Arquitetura no Brasil, da PUC-Rio.

  planta-baixa  

sala 4

sala 2

sala 3

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sobre

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